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Labchecap: Jaleco médico pode ser fonte de contaminação
Jaleco médico pode ser fonte de contaminação.
24/09

O jaleco médico, vestimenta indicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como equipamento de proteção individual para os profissionais da saúde, são potenciais transmissores de microorganismos causadores de doenças. A constatação foi feita a partir de estudo realizado por duas alunas da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) de Sorocaba. Durante um ano, elas coletaram amostras nos jalecos de estudantes de medicina, sobretudo na região do punho, da roupa na pele dessas pessoas. A coleta também foi feita na outra metade do total de 96 participantes do estudo, que não usava a vestimenta. Os resultados da pesquisa indicam que a contaminação dos jalecos está presente em 95,83% das amostras. O principal microorganismo identificado é o Staphlococcus aureus, bactéria considerada como uma das principais agentes de infecção hospitalar.

Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato dos microorganismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos encontrados em hospitais, como algodão e poliéster, explicam as alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura. O estudo ainda revela que os jalecos dos estudantes de medicina estão contaminados principalmente nas áreas de frequente contato, como mangas e bolsos.

A pele da região do punho, conforme indicado pela pesquisa, estava contaminada em 97,91% dos usuários de jaleco. Nos não-usuários da vestimenta a contaminação era de 93,75%. Evidencia-se que a contaminação nos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso, indicando que sua função como proteção pode ser questionada, pontuou a professora Maria Elisa Zuliani Maluf, que sugere a utilização de jalecos de mangas curtas.

Os resultados mostram ainda que a quantidade de microorganismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas às quintas-feiras, em relação àquelas feitas às segundas-feiras, revelando o acumulo de bactérias ao longo da semana. A função do jaleco como equipamento de proteção é questionável e esse instrumento pode representar um possível veículo de transmissão de microorganismos associado à infecção hospitalar se seu uso não for aliado a cuidados adequados, acrescentou a orientadora da pesquisa.

Entre as medidas citadas no trabalho que podem minimizar o problema está o simples ato de lavar as mãos, que não foi praticado adequadamente entre os estudantes que participaram da pesquisa, segundo revelou o estudo. Essa prática deve ser estimulada antes e depois do contato com os pacientes, pois consiste numa conduta simples, de baixo custo e muito importante na prevenção de infecções hospitalares, esclareceu.

A proposta do trabalho de iniciação científica surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco. O uso dessa vestimenta fora do ambiente de trabalho, segundo a professora, pode disseminar bactérias mais resistentes em relação às encontradas em ambientes externos. A dica é para que seja lavado regularmente e nunca utilizado fora do hospital, alertou.

 

Contaminação atinge 95% dos jalecos médicos

Bactéria que pode causar infecção hospitalar foi encontrada nas amostras colhidas por estudantes da PUC

Os jalecos dos médicos - indicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como equipamento de proteção individual para os profissionais do setor - pode ser fonte de contaminação. Esta é a constatação de um estudo realizado por alunas da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), do câmpus de Sorocaba.

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Das amostras analisadas, 95,83% estavam contaminadas. Entre os micro-organismos identificados nos jalecos está o Staphilococcus aureus, bactéria considerada um dos principais agentes de infecção hospitalar.

A proposta surgiu após a constatação de que alunos e residentes do hospital-escola do Conjunto Hospitalar de Sorocaba, da rede estadual de saúde, saíam para o almoço em bares e restaurantes sem tirar o jaleco. A pesquisa foi realizada pelas alunas Fernanda Dias e Débora Jukemura, sob orientação da professora Maria Elisa Zuliani Maluf.

Foram avaliados 96 estudantes de Medicina, distribuídos nos seis anos da graduação, que atuam na enfermaria de clinica médica do hospital. A metade usava jalecos (de mangas longas) e a outra metade não.

"Essa elevada taxa de contaminação pode estar relacionada ao contato direto com os pacientes, aliada ao fato de os micro-organismos poderem permanecer entre 10 e 98 dias em tecidos, como algodão e poliéster", explicou Fernanda.

O estudo mostrou que os jalecos dos profissionais estão geralmente contaminados, principalmente nas áreas de contato frequente, como mangas e bolsos. A OMS e outras instituições de referência em biossegurança recomendam a sua utilização como uma barreira de proteção contra a transmissão de micro-organismos. No estudo, a pele da região do punho estava contaminada em 97,91% dos usuários de jaleco. Nos não usuários a contaminação era de 93,75%.

A pesquisa evidenciou que a contaminação nos usuários de jaleco não difere significativamente daqueles que não fazem seu uso. De acordo com as alunas, o estudo também revela que a prática de lavar as mãos, em ambos os grupos, não está adequada. Para ela, a falta de higiene das mãos aumenta a contaminação dos jalecos.

Os resultados mostraram ainda que o número de micro-organismos patogênicos aumentou consideravelmente nas coletas realizadas entre segunda e quinta-feira, dias de maior atividade médica. Para a orientadora, a pesquisa mostrou que o jaleco pode representar um possível veículo de transmissão de micro-organismos associado à infecção hospitalar, caso seu uso não seja aliado a cuidados.

A PUC-SP pretende aprofundar os estudos para encaminhá-los à OMS.

Fonte: Saúde Business

 

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