Contraceptivos: cada vez melhores
23/01
Por Paula Desgualdo | Fotos: Alex Dias
Houve um tempo em que autonomia era uma palavra feminina apenas nos dicionários da língua portuguesa. Durante séculos, coube prioritariamente aos homens o direito de tomar decisões, inclusive sobre o destino do sexo oposto. Já hoje, enquanto seus olhos correm estas linhas, mulheres de todos os cantos do mundo fazem escolhas: o que vestir, o que comer, que carreira seguir e... se pretendem ter filhos e quando. Em 1960, esse livre-arbítrio ganhou uma importante aliada."Naquele ano, foi liberado nos Estados Unidos o uso da primeira pílula anticoncepcional, que deu às mulheres maior independência sobre seu corpo e facilitou o planejamento familiar", lembra a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo.
De lá para cá, as estratégias para quem não quer engravidar se tornaram mais variadas e seguras. Entre as opções disponíveis estão a camisinha — que é, também, a maneira mais eficiente de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis —, o diafragma, o dispositivo intrauterino (DIU), além de uma série de métodos hormonais alternativos à pílula, como injetáveis, implante, anel e adesivo. "E vale notar que os contraceptivos à base de hormônios causam cada vez menos efeitos colaterais", comenta Luis Guillermo Bahamondes, professor de ginecologia da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista.
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