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Saúde da mulher: Importância da visita ao ginecologista.
19/08

Já existe um consenso no que se refere à saúde: prevenir é melhor do que remediar. No caso das mulheres, essa máxima ganha ainda mais ênfase. Embora tenham uma expectativa de vida maior que a dos homens, as mulheres adoecem com mais freqüência. As doenças que mais acometem o sexo feminino são as ginecológicas, a exemplo do câncer de mama e de colo do útero, além da AIDS – sexualmente transmissível. Para detectá-las e tratá-las, realizar visitas ao ginecologista é fundamental. Essa especialidade médica é a grande aliada das mulheres, principalmente no que diz respeito à prevenção destas doenças.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer - INCA - o número de casos novos de câncer de mama esperados para o Brasil em 2008 era de 49.400, com um risco estimado de 51 casos a cada 100 mil mulheres. As causas são ainda desconhecidas, porém, levam-se em conta fatores de risco como o histórico familiar, a exposição à radiação ionizante antes dos 35 anos e a menopausa tardia (além dos 50 anos, em média).

O Consenso de Controle do Câncer de Mama, formulado em 2004 por gestores, pesquisadores e representantes de sociedades científicas e de entidades de defesa dos direitos da mulher, indica que:
- A partir dos 40 anos, todas as mulheres devem submeter-se ao exame clínico das mamas, anualmente;
- As mulheres com risco elevado de desenvolver a doença, como fatores hereditários, devem submeter-se à mamografia, anualmente, a partir dos 35 anos.
- Entre os 50 e 69 anos, devem fazer a mamografia, com intervalo de, no máximo, dois anos. No intervalo compreendido entre os 50 e 69 anos, a cada 100 mil mulheres, 300 desenvolvem câncer de mama.

Outras doenças podem levar a complicações se não diagnosticadas previamente e tratadas, e merecem atenção especial, como a vaginose bacteriana, a candidíase, a tricomaníase, clamídia, gonorréia, HSV (vírus do herpes simples) e HPV.
“Ainda encontramos uma resistência por parte das mulheres em fazerem consultas anuais. Elas, normalmente, nos procuram quando apresentam algum sintoma, têm alguma queixa, sentem alguma dor”, afirma o ginecologista Dr. Alissandro Bitencourt, da CAM – Clínica de Assistência à Mulher. Segundo ele, o ideal é que a mulher comece a realizar visitas periódicas ao ginecologista a partir dos 9 anos de idade. “Os exames aplicados nessa fase da vida servem para acompanhar o desenvolvimento da criança, perceber algum tipo de anormalidade dos caracteres secundários e avaliar o início dos ciclos menstruais. Serve, ainda, para orientar hábitos de vida que podem reduzir o risco de doenças de idade mais avançada, como osteoporose, por exemplo.
Na adolescência, é importante ir ao ginecologista a partir da primeira menstruação. Os exames de rotina são o físico e de patologias prévias (problemas endócrinos, de hipófise, disposição de HPV), e previnem a TPM (tensão pré-menstrual). Às adolescentes, o médico indica uma dieta saudável e a prática de atividades físicas, além de orientar com relação à sexualidade.
Para a mulher com uma vida sexual já ativa deve-se trabalhar no sentido de prevenir as infecções e impedir patologias que possam influenciar negativamente na fertilidade dela. “Hoje em dia, a mulher tem um ritmo de trabalho grande e acaba por retardar um pouco a gravidez. Precisamos ajudar a planejar a gestação, indicando contracepção e cuidando dos riscos para uma gravidez mais tardia”, afirma.
Muitas mulheres com idade avançada acreditam que, muitas vezes, por não terem uma vida sexual ativa, não é necessário ir ao ginecologista. Para estas, o médico faz um alerta: “Na idade senil, os cuidados maiores são em relação às doenças crônicas e aos tumores, patologias mais comuns nesta fase da vida”. E finaliza: “Pelo menos uma vez ao ano, a mulher deve ir ao ginecologista, para fazer uma avaliação geral, ginecológica, física e, o mais importante, preventiva. Conseguindo fazer uma avaliação preventiva, a gente consegue fazer uma medicina de melhor qualidade do que a curativa”.

Principais Exames

* Papanicolau: Feito no próprio consultório ou em um laboratório. É muito importante para a prevenção do câncer do colo do útero e detectar infecções vaginais.
* Colposcopia e Vulvoscopia: São exames complementares ao Papanicolau. Geralmente são realizados na mesma consulta, aumentando a eficácia da detecção precoce das lesões precursoras do câncer genital.
* Ultrassom transvaginal: Exame complementar, de auxílio de diagnóstico de doenças de ovário, do útero, etc.
* Captura híbrida: Este exame detecta o vírus HPV e infecções adquiridas nas relações sexuais.
* Mamografia: Deve ser feito em uma fase mais adiantada. Complementa o ultrassom da mama, que é mais indicado a pacientes com idade mais jovem. Muito importante para detectar precocemente o câncer de mama.
* Pesquisas e Culturas de Secreção Vaginal e Endocérvice: Estes exames auxiliam no diagnóstico de vaginose bacteriana, candidíase, tricomaníase, clamídia e gonorréia.


O Labchecap realiza os exames de Captura Híbrida, Pesquisas e Culturas de Secreção vaginal e Endocérvice na unidade da Pituba – Rua Pernambuco, nº 273. Importante consultar a Central de Atendimento: 71 3345-8200 para informações sobre as condições de coleta.

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